![]() |
Descrição para cegos: capa do filme Wall-E, no centro da imagem há o pequeno robô quadrado acenando, chamado Wall-E, ele se encontra na terra em meio ao lixo e ao fundo há uma nave espacial.Foto: http://www.pixartalk.com
|
Por Pedro Augusto
A
animação Wall-E (2008), dirigida por Andrew Staton, conta a história de um
pequeno robô, e sua missão de limpar a terra, que foi completamente dominada
pelo lixo. No filme, que se passa no ano de 2185, o consumo estimulado pela
empresa Buy-n-Large (BnL) faz com que
a produção de lixo cresça a ponto de se tornar inviável a vida no planeta,
levando a humanidade a viver em uma nave estelar chamada Axiom.
Apesar
de ser uma obra ficcional, Wall-E, fala muito sobre o comportamento de nossa
sociedade. O consumo exacerbado retratado no filme, é um problema da humanidade
há muito tempo. O documentário “A
História das Coisas” (The Story of stuff) de 2007, que possui a mesma
temática, mostra como o modelo de produção e consumo atual. Baseado em uma
maneira de extração predatória dos recursos naturais, produção em massa de
produtos e consumo exagerado, bastante estimulado pela mídia, é extremamente
prejudicial ao planeta..
Segundo
o documentário dirigido por Louis Fox, graças a esse modelo de produção
predatória, os EUA possuíam - em relação a data de produção do filme - menos de
4% de suas florestas naturais e cerca de 40% das águas norte-americanas não são
potáveis.
Outro
dado assustador trazido pelo documentário é em relação a produção de lixo da
sociedade americana. Dados da produção “A
História das Coisas” indica que os Estados
Unidos possuem cerca 5% da população mundial, contudo, produzem 30% de todo
lixo do planeta. Esses dados são compreendidos e muito bem traduzidos no enredo
do Wall-E.
Na
animação de 2008, o consumo chega a moldar todas as relações da sociedade e
montar todos os padrões. Assim como na nossa sociedade, as pessoas por conta da
grande influência da mídia se sentem obrigadas a reproduzirem padrões.
Lógico,
que para mudar essa realidade seria necessária uma revolução no nosso sistema
de produção. O desenvolvimento sustentável é um sonho, que deve ser perseguido.
Mas, algo que pode ser feito agora é uma revolução interna, a famosa mudança de
hábitos, começando das pequenas coisas, como evitar usar canudo plástico ou
usar o mínimo de sacolas em supermercados. O consumo não é uma prática
condenável, é inclusive, preciso em vários aspectos. Contudo, cabe a nós seres
humanos termos consciência e nos fiscalizarmos a fim de uma mudança de
realidade. Há 11 anos Wall-E nos passou um recado, não podemos mais ignorar o
nosso planeta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário