segunda-feira, 29 de abril de 2019

Wall-E e uma reflexão sobre o consumo


Descrição para cegos: capa do filme Wall-E, no centro da imagem há o pequeno robô quadrado acenando, chamado Wall-E, ele se encontra na terra em meio ao lixo e ao fundo há uma nave espacial.Foto: http://www.pixartalk.com

         
Por Pedro Augusto



A animação Wall-E (2008), dirigida por Andrew Staton, conta a história de um pequeno robô, e sua missão de limpar a terra, que foi completamente dominada pelo lixo. No filme, que se passa no ano de 2185, o consumo estimulado pela empresa Buy-n-Large (BnL) faz com que a produção de lixo cresça a ponto de se tornar inviável a vida no planeta, levando a humanidade a viver em uma nave estelar chamada Axiom.
Apesar de ser uma obra ficcional, Wall-E, fala muito sobre o comportamento de nossa sociedade. O consumo exacerbado retratado no filme, é um problema da humanidade há muito tempo. O documentário “A História das Coisas” (The Story of stuff) de 2007, que possui a mesma temática, mostra como o modelo de produção e consumo atual. Baseado em uma maneira de extração predatória dos recursos naturais, produção em massa de produtos e consumo exagerado, bastante estimulado pela mídia, é extremamente prejudicial ao planeta..
Segundo o documentário dirigido por Louis Fox, graças a esse modelo de produção predatória, os EUA possuíam - em relação a data de produção do filme - menos de 4% de suas florestas naturais e cerca de 40% das águas norte-americanas não são potáveis.
Outro dado assustador trazido pelo documentário é em relação a produção de lixo da sociedade americana. Dados da produção “A História das Coisas” indica que os Estados Unidos possuem cerca 5% da população mundial, contudo, produzem 30% de todo lixo do planeta. Esses dados são compreendidos e muito bem traduzidos no enredo do Wall-E.
Na animação de 2008, o consumo chega a moldar todas as relações da sociedade e montar todos os padrões. Assim como na nossa sociedade, as pessoas por conta da grande influência da mídia se sentem obrigadas a reproduzirem padrões.
Lógico, que para mudar essa realidade seria necessária uma revolução no nosso sistema de produção. O desenvolvimento sustentável é um sonho, que deve ser perseguido. Mas, algo que pode ser feito agora é uma revolução interna, a famosa mudança de hábitos, começando das pequenas coisas, como evitar usar canudo plástico ou usar o mínimo de sacolas em supermercados. O consumo não é uma prática condenável, é inclusive, preciso em vários aspectos. Contudo, cabe a nós seres humanos termos consciência e nos fiscalizarmos a fim de uma mudança de realidade. Há 11 anos Wall-E nos passou um recado, não podemos mais ignorar o nosso planeta.


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