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Descrição para cegos: três pessoas andando na rua com água na altura dos joelhos. No centro da foto há um homem com a mão na cabeça e com uma expressão de aflição no rosto. Foto: Felipe Dana
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Por Pedro Augusto
Verbas destinadas a gastos com obras de prevenção e respostas a desastres naturais sofrem significativa redução nos últimos cinco anos.
No mês de abril, cariocas voltaram a sofrer com velhos problemas, as enchentes e deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade do Rio de Janeiro no período do verão. Foram cerca de 48 mm de chuvas em um único mês, o maior índice pluviométrico registrado até então em 2019.
No mês de abril, cariocas voltaram a sofrer com velhos problemas, as enchentes e deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade do Rio de Janeiro no período do verão. Foram cerca de 48 mm de chuvas em um único mês, o maior índice pluviométrico registrado até então em 2019.
Segundo
o sistema de alerta da prefeitura do Rio de Janeiro, a chuva registrada na noite de segunda-feira, no dia 08 de abril,
foi a pior em 22 anos. A cidade entrou em estado de crise, cancelando aulas nas
redes públicas de ensino e interditando vias de acessos à Zona Sul, devido à
previsão climática.
Por se
tratar de um evento comum, não só a região metropolitana do Rio, mas também, de
outras regiões do país, o Governo Federal lançou, em 2012, o Plano Nacional de
Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais. O intuito do programa é
viabilizar verbas a estados e municípios para realização de obras de prevenção,
resposta a desastres, mapeamento de áreas de risco e monitoramento e alertas.
A
intenção original do plano era fornecer 15,6 bilhões de reais no período de
2012 – 2014, contudo, apenas R$ 7,4 bilhões foram gastos no período, apenas
metade da verba inicialmente prevista.
A
situação vem piorando cada vez mais, pois os recursos destinados a obras
de prevenção como medidas de respostas a desastres vêm diminuindo com o passar
dos anos.
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| Descrição para cegos: o gráfico mostra a diminuição dos gastos com obras de prevenção de dasestres naturais de 2012 à 2018. |
Os gastos destinados a obras de prevenção de desastres naturais tiveram uma redução de orçamento de R$ 1,5 Bilhão de reais em cinco anos. Por sua vez, os gastos com prevenção e respostas a desastres tiveram uma diminuição de mais de meio bilhão de reais, no mesmo período.
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| Descrição para cegos: gráfico mostra a diminuição das verbas destinadas a prevenção e respostas a desastres de 2012 à 2018. |
Já no Rio de Janeiro, o atual prefeito, Marcelo Crivella, aprovou no dia 04 de abril uma
redução de 71% com gastos de prevenção de enchentes, cerca de R$ 376,3 milhões
de reais.
À
medida que os gastos são cortados, mais brasileiros sofrem com os efeitos das
enchentes e deslizamentos de terras: 12 pessoas foram vítimas das chuvas
ocorridas no início do mês de abril e mais de 6,4 milhões de brasileiros ficaram
desabrigados ou deslocados desde o ano 2000.



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