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| Descrição para cegos: O símbolo da reciclagem: três setas verdes, apontando umas para as outras, formando um ciclo, em um fundo branco. Arte: Eurociclo |
Por Lucas Freitas
A quantidade
de lixo produzida pelos seres humanos vem se tornando cada vez mais preocupante
quanto aos danos que esta produção desenfreada de materiais pode causar.
As previsões
não são positivas: A produção de lixo no mundo deve ter um aumento de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2
bilhões de toneladas até o ano de 2025, segundo as estimativas do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Diante dessa
situação, pessoas que possuem consciência ambiental buscam alternativas para
frear esta produção de lixo. Uma das mais conhecidas é a reciclagem.
A reciclagem
trata-se da recuperação da parte reutilizável dos dejetos do sistema de
produção ou de consumo, para reintroduzi-los no ciclo de produção de que
provêm.
Mesmo
conhecido, esse processo gera muitas dúvidas sobre as suas etapas e como ele é
feito e suas consequências para a sociedade, o que gera um monte de inverdades
sobre a reciclagem, que a seguir, tentarei desmitificar:
1- “Reciclagem gasta mais do que economiza” –
As pessoas que isso afirmam dizem que a energia, o custo para transformar os
materiais em novos é maior que o custo de enterrar no lixão. Mas, para fazer
este cálculo, geralmente se esquecem de contabilizar toda o gasto de produção
dos materiais. O gasto de matéria-prima, o gasto de mineração, o gasto de
desmatamento, o gasto de água que é utilizada em todos esses processos etc.
Quando falamos em reciclagem, a matéria-prima já está pronta.
2- “Se é biodegradável, não precisa reciclar” –
Os materiais biodegradáveis, geralmente plásticos, possuem a capacidade de se
quebrarem mais facilmente em pedaços menores, que ficam no solo, mas não o
enxergamos a olho nu. A decomposição desses materiais também é responsável pela
liberação de gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera.
Além disso, na demora que este material leva para se decompor, pode ser
facilmente confundido como alimento e comido pelos animais, caso esteja no meio
ambiente.
3- “Já reciclamos o máximo que dá” – Esta
inverdade é mais conhecida em outros países, no qual se diz que só possuímos a
capacidade de reciclar 30% do nosso lixo. Existem inúmeras cidades que já
reciclam mais da metade do lixo que nelas é produzido, como por exemplo,
Chapadão do Céu-GO, que já recicla 80% de seu lixo.
4- “Para reciclar, você precisa separar o lixo
manualmente” – Já existem diversos aparatos e maquinários que permitem a
automatização dos processos de reciclagem. Sistemas de imã que separam os
metais magnetizados, sistemas de ventilação, esteiras que permitem separar
papel, entre outros.
5- “Ninguém vai comprar reciclados” – Se
baseia na crença de que os materiais reciclados são de segunda mão e de baixa
qualidade, portanto as pessoas não os consumiriam. Porém, a diferença dos
materiais reciclados para os não-reciclados, com exceção do papel, é
imperceptível, e muitas vezes são consumidos sem o conhecimento prévio de se
tratar de um produto ou embalagem vinda de um processo de reciclagem.

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