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| Descrição para cegos: A imagem mostra ondas do oceano atlântico chocando-se contra pedras do Arpoador, no Rio de Janeiro. Foto: Daniel de Oliveira |
Por Lucas Freitas
A temperatura
do planeta está aumentando. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas, o IPCC, formado por centenas de cientistas, são diversos os fatores
responsáveis por este aumento: a flutuação da temperatura natural da Terra, a
variação da luz do sol que recebemos, a atividade de raios cósmicos e de
vulcões etc. Todas estas forças naturais influenciam o clima, mas, mesmo
juntas, não explicam o aquecimento pelo qual o planeta vem passando.
Somente quando
somamos a ação humana e a liberação de gás carbônico na atmosfera terrestre
desde a revolução industrial conseguimos entender as mudanças de temperatura do
planeta.
O aquecimento
global gera uma série de consequências gravíssimas em diferentes aspectos da
vida e do equilíbrio ambiental, que deixam preocupações para o futuro de todos
os seres vivos.
Um dos
segmentos no qual a elevação da temperatura do planeta traz consequências é o
sistema oceânico. O nível médio global dos oceanos está aumentando. Isto
acontece por dois motivos: o derretimento das calotas polares continentais e o
fenômeno de dilatação dos mares, onde a temperatura aumenta no mar e faz com
que as moléculas da água se afastem e os oceanos dilatem.
Com o nível do
mar aumentando, ameaças reais pairam sob a ocupação de zonas litorâneas do
mundo inteiro. Ilhas do Pacífico já foram totalmente destruídas por este
fenômeno, e países como Bangladesh, que possui uma população de mais de 154
milhões de pessoas e está quase todo localizado a apenas 10 metros acima do
nível do mar terão graves problemas no futuro, correndo o risco de sumirem da
superfície.
As
expectativas não são positivas. A elevação do nível do mar está acelerando.
Segundo o relatório divulgado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas,
“grande parte das projeções de aumento no nível do mar para todo o século XXI
deve ser alcançada ao longo das primeiras décadas” e “variações de 20 a 30cm
esperadas para o final do século XXI já devem ser atingidas, em algumas
localidades, até meados do século ou antes disso”.
O professor e
pesquisador Alexandre Costa, que contribuiu na confecção do relatório, conta
que, hoje, o desafio da ciência é responder ao quão veloz se dará a elevação do
nível dos oceanos.
O aquecimento
global é real, está acontecendo. Medidas urgentes para combater a emissão de
gás carbônico na atmosfera devem ser tomadas se quisermos deixar um mundo para
as futuras gerações. Um mundo melhor preparado para enfrentar as vindouras
dificuldades e que não tenha grandes ondas de migração, violência e disputas
por território.
Não podemos
deixar um consenso científico se transformar em disputa política. Segundo o
biólogo e pesquisador Atila Iamarino, “quanto mais ideológica a discussão, mais
as pessoas tendem a aceitar ou negar o que foi dito com base no grupo que
defendem, ao invés de fatos e evidencias”. O aquecimento global não é de
direita, nem de esquerda, e suas consequências atingirão a todos.

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